Traduções: Interregno Americano, entrevista com Nancy Fraser


Nancy Fraser - referência da image: https://bit.ly/3wHjLAv

Entrevista feita por Alessandra Spano* com Nancy Fraser**


Alessandra Spano - Que tendências você vê surgindo das crises social, de saúde e econômica produzidas pela Covid-19? O que as reconstruções pós-pandêmicas nos dizem sobre a crise nos serviços de assistência?


Nancy Fraser - Tanto a pandemia quanto a resposta a ela representam a irracionalidade e a destrutividade do capitalismo. A crise dos serviços de assistência já era evidente antes do surto de Covid, mas foi muito exacerbada por ele. A condição pré-existente, por assim dizer, era o capitalismo financeirizado - a forma especialmente predatória que dominou nos últimos quarenta anos, erodindo progressivamente nossa infraestrutura de assistência pública pelo desinvestimento em nome da "austeridade". Mas, na verdade, todas as formas de sociedade capitalista funcionam permitindo que as empresas [os negócios] tirem vantagem [1] do serviço de cuidados não pago [2]. Subordinando a produção de pessoas à produção de lucros, ela engendra uma tendência à crise social reprodutiva.


Mas o mesmo vale para a atual crise ecológica, que reflete uma dinâmica estrutural profunda que estimula o Capital a tirar proveito da natureza, sem pensar em reparos ou reposição, desestabilizando periodicamente os ecossistemas e as comunidades que eles sustentam. O mesmo se aplica à nossa atual crise política, que reflete o severo enfraquecimento dos poderes públicos por megacorporações, instituições financeiras, revoltas fiscais por parte dos ricos, resultando em obstrução e sub-investimento em infraestrutura crucial. Embora isso tenha se tornado especialmente agudo pela neoliberalização, expressa uma tendência à crise política que está embutida em todas as formas de sociedade capitalista. A crise da assistência médica está inextricavelmente entrelaçada com outras disfunções - ecológicas, políticas, étnico-raciais - que se somam a uma crise geral da ordem social.


Os efeitos de Covid em humanos seriam terríveis em quaisquer condições. Mas eles foram agravados pelo fato de o Capital, neste período, ter canibalizado o poder público - as capacidades coletivas que, de outra forma, poderiam ter sido usadas para mitigar os efeitos da pandemia. Como resultado, a resposta foi dificultada em muitos países, incluindo os EUA, devido à décadas de desinvestimento da infraestrutura crucial de saúde pública. Há uma tendência nos EUA de culpar Trump. Mas isso é um erro. O desinvestimento já ocorre há décadas.


AS - O governo Clinton nos anos 90 deu os primeiros passos nesse sentido.


NF - Sim, toda uma série de administrações dos Estados Unidos, tanto democratas quanto republicanas, desinvestiram na infraestrutura essencial de saúde pública. Eles reduziram os estoques de equipamentos essenciais como EPIs, ventiladores, máscaras, esgotaram capacidades vitalmente importantes - rastreamento de contratos, armazenamento e distribuição de vacinas - e deixaram subfinanciadas instituições fundamentais, como centros de pesquisa, hospitais públicos, unidades de UTI, agências governamentais de saúde. Os cientistas estavam alertando que outra epidemia viral era provável, mas ninguém ouviu. Portanto, quando a Covid chegou, os EUA estavam totalmente despreparados. Não tínhamos praticamente nenhum rastreamento de contato - e ainda não temos, depois de mais de um ano. As autoridades de saúde pública simplesmente não tinham capacidade para organizar isso e ainda não conseguiram criar uma maneira de aumentá-la.


O colapso dos já fracos sistemas de assistência pública de saúde jogou todos os fardos para as famílias e comunidades - e especialmente para as mulheres, que ainda fazem a maior parte dos serviços de cuidado não remunerado. Sob confinamento, os cuidados infantis e a escolaridade foram repentinamente transferidos para as casas das pessoas, deixando as mulheres com esta responsabilidade além de muitas outras - e tendo que lidar com tudo isto em pequenos espaços domésticos, incapazes de suportar essa carga. Muitas mulheres empregadas acabaram deixando seus empregos para cuidar de filhos e outros parentes; muitas outras foram demitidas. Um terceiro grupo, sortudo o bastante para manter seus empregos e trabalhar remotamente de casa, ao mesmo tempo em que realizava serviços de cuidado, inclusive para crianças enfermas, teve que elevar a habilidade de “multitarefa” a novos patamares de loucura. Um quarto grupo, de 'trabalhadoras essenciais', enfrenta a ameaça de infecção diariamente na linha de frente, o medo de levar o vírus para casa e para suas famílias, enquanto faz o que precisa ser feito, muitas vezes por salários muito baixos, para que outras, mais privilegiadas, possam acessar os bens e serviços de que precisam para se isolar em casa. Quais mulheres se encontram em cada grupo tem tudo a ver com classe e cor. É como se alguém tivesse injetado um contraste [tinta] no sistema circulatório do capitalismo, iluminando todas as suas falhas constitutivas.


AS - Nos Estados Unidos, o surto de Covid foi seguido por uma onda impressionante de protestos, principalmente liderados por jovens negros, contra a violência policial racista. O slogan ‘Black Lives Matter’ assumiu um significado diferente durante a pandemia?


É uma questão importante. Por que o ressurgimento da atividade militante anti-racista nos Estados Unidos coincidiu com a pandemia de Covid? Os assassinatos de pessoas de cor [3] pela polícia já acontecem há muito tempo, assim como as lutas contra eles. Então, por que os protestos se tornaram tão grandes e sustentados exatamente naquele momento, em meio a uma terrível crise de saúde? Alguns sugeriram que os meses de lockdown criaram intensa pressão psicológica, que encontrou uma válvula de escape muito necessária nas ruas. Mas acho que há razões mais profundas, forjadas na crise, que provocaram alguns grandes lampejos de percepção política. A constatação de que essas duas expressões aparentemente distintas de racismo estrutural - vulnerabilidade díspar à morte por vírus e vulnerabilidade díspar à morte por violência policial - estavam na verdade vinculadas, de que ambas estavam enraizadas no mesmo sistema social.


Quando os protestos eclodiram em maio de 2020, já estava claro que os americanos de cor, e os negros em particular, estavam contraindo e morrendo de forma desproporcional de Covid. Eles tiveram menos acesso aos cuidados de saúde e uma taxa mais alta de doenças ligadas à pobreza e à discriminação, e associadas a resultados ruins de Covid - asma, obesidade, estresse, pressão alta. Eles enfrentaram maiores riscos de exposição, graças aos trabalhos de linha de frente que não podiam ser realizados remotamente e às condições de habitação: lotadas. Tudo isso foi amplamente divulgado na mídia. E ressoou, emprestando um novo significado a ‘Black Lives Matter’.


O slogan já vinha circulando desde 2014, quando o assassinato de Michael Brown pela polícia em Ferguson (Missouri) deu início ao “Movimento por Vidas Negras” [Movement for Black Lives]. Desde então, tem havido muita organização, incluindo grupos de conscientização e leitura, formando uma nova geração de ativistas anti-racistas militantes, especialmente jovens ativistas negros. Esse era o contexto, a atmosfera em que relatórios do impacto racializado da Covid eram recebidos e processados. Além disso, veio o assassinato de George Floyd pela polícia de Minneapolis [em 2020], capturado para todo o mundo ver, naquele vídeo enfurecedor e comovente. E então o fusível foi aceso. Em outras palavras, o momento não foi coincidência.


A convergência da pandemia e do protesto contra a violência policial expressou a expansão, o aprofundamento do ‘Black Lives Matter’. Um primeiro nível de significado era que, se as vidas de negros realmente importassem para o sistema de 'justiça' criminal dos EUA, então as múltiplas formas de violência racializada dentro dele não existiriam. Com o impacto da pandemia, também passou a significar: vidas negras não deveriam ser desproporcionalmente perdidas e encurtadas por esta mistura letal de exposição a infecções e problemas de saúde pré-existentes - apontando também para condições estruturais subjacentes.


O impacto eleitoral do BLM (Black Lives Matters) foi extremamente positivo, mais obviamente no estado da Geórgia, que mudou de vermelho profundo para azul, dando seus votos eleitorais a Biden e trocando duas cadeiras no Senado, dando uma para um afro-americano e a outra para um judeu (o que é uma grande novidade na [região comumemte referida por] Deep South) e, portanto, entregando o controle do Senado ao partido Democrata. A dinâmica em ação aqui incluiu a repulsa suburbana branca contra Trump, bem como a participação maciça dos negros, esta última sem dúvida galvanizado pelo Black Lives Matter, mas também preparada por anos de organização do tipo 'saia e vote' naquele estado - o trabalho duro e sustentado de ativistas de base, como Stacey Abrams.


AS - A derrota de Trump na eleição foi saudada como uma vitória, mas não parece que o mesmo entusiasmo foi despertado pela vitória de Biden. Como você lê o resultado das eleições americanas? Um "neoliberalismo progressista" venceu de forma decisiva o populismo reacionário do bloco Trump e o populismo progressista de Sanders?


Permanecemos, para usar os termos de Gramsci, em um interregno, onde o velho está morrendo, mas o novo não pode nascer. Nessa situação, você tende a ter uma série de oscilações políticas, oscilações de vaivém entre alternativas que estão esgotadas e não podem ter sucesso. No momento, no entanto, ainda não voltamos do trumpismo para o "neoliberalismo progressista", em grande escala personificado pelos governos Clinton e Obama. Isso ainda pode acontecer, é claro, mas a partir de agora o movimento do pêndulo está sendo controlado pela encorajada ala esquerda do Partido Democrata. A derrota de Trump foi garantida por uma aliança entre o centro neoliberal estabelecido do Partido, a ala Clinton-Obama, e sua oposição populista de esquerda - a ala Sanders-Warren-AOC. Certo, os centristas haviam arquitetado a expulsão brutal de Sanders do processo primário, apesar - ou por causa - de sua forte exibição, a fim de abrir caminho para que o então tropeço Biden se tornasse o candidato do Partido. Mas, ao contrário de 2016, as duas alas se uniram para as eleições gerais. A facção de Sanders deu um apoio bastante irrestrito a Biden contra Trump e, em troca, ganhou mais voz na política.


O resultado é que populistas progressistas e neoliberais progressistas estão agora em uma coalizão. Os populistas são a parte mais fraca nesta aliança e não estão representados no gabinete de Biden. Mesmo assim, sua influência cresceu. Sanders agora lidera o poderoso Comitê de Orçamento do Senado e é frequentemente entrevistado na TV nacional, o que é novo - ele nunca foi tratado como um porta-voz ou comentarista importante. Então, também ‘The Squad’, o caucus de Alexandria Ocasio-Cortez [4] no Congresso, dobrou seus números, vencendo algumas disputas parlamentares importantes nas eleições de 2020.


E na política interna, os centristas moveram-se para a esquerda. Os democratas em ambas as casas votaram unanimemente a favor do projeto de lei de alívio da Covid de US $ 1,9 trilhão de Biden, que contém vários itens na lista de desejos do populista progressista. Esse pacote reflete claramente a força e a influência da ala Sanders. Ainda assim, teve o apoio dos consultores econômicos de Biden que, embora certamente não "na esquerda", representam pelo menos uma ruptura parcial com os ex-alunos da Goldman-Sachs [5] que dirigiram o Departamento do Tesouro por décadas e nos trouxeram a financeirização. Liderada por Janet Yellen, a orientação da nova equipe é neo ou quase keynesiana; embora ainda comprometidos com o "livre comércio", eles renunciaram, pelo menos temporariamente, à lógica de austeridade e priorizaram o pleno emprego em vez da baixa inflação. vários itens na lista de desejos do populismo progressista.


O estado atual da administração Biden representa uma formação de compromisso. Sua política de (re) distribuição mescla alguns elementos reativados do pensamento do New Deal com o lado do livre comércio da economia política neoliberal, enquanto sua política de reconhecimento inclui elementos meritocráticos e igualitários. Existem muitas tensões embutidas aqui, e estas estão fadadas a explodir mais cedo ou mais tarde. Resta saber quando e de que forma - também, se elas podem ser resolvidas e em que termos. Em geral, a aliança esquerda / liberal é instável e não durará para sempre. Mas o que exatamente a substituirá ainda não está claro.


Uma variável-chave é até que ponto as políticas de Biden irão satisfazer uma população cambaleando não apenas com as consequências econômicas e de saúde da pandemia, mas também com as "condições pré-existentes". Quarenta anos de desindustrialização e deslocalização [6], financeirização, quebra de sindicatos, McJobificação [7], decadência da infraestrutura - assim como violência policial, devastação ambiental, fragmentação da rede de segurança social: tudo que serviu para piorar as condições de vida dos pobres, da classe trabalhadora, das classes média e baixa.


Esses são os processos que desencadearam a deserção em massa do "neoliberalismo progressista", na revolta populista de dois lados de 2016 - Trump, de um lado, Sanders, do outro. E ambos os movimentos continuarão de uma forma ou de outra, enquanto esses processos continuarem. Portanto, o futuro do compromisso de Biden depende de sua capacidade de fazer concessões pró-classe trabalhadora suficientes para manter os populistas de esquerda a bordo e embotar a força dos populistas de direita. Além disso, também deve manter a classe de investidores feliz. Não é um trabalho fácil.


AS - A eleição de Kamala Harris provocou reações mistas na esquerda, entre aqueles que enfatizam ter uma mulher negra como vice-presidente e aqueles que criticam suas posições anteriores sobre a pena de morte e seu encobrimento de abusos de autoridade como procuradora-geral da Califórnia. Qual é a sua análise?


Nunca fui uma grande fã do que Anne Phillips uma vez chamou de 'política de presença', a ideia de que eleger alguém que se parece com você - por exemplo, uma mulher ou uma pessoa de cor - é em si uma grande conquista . Ninguém minimamente feminista [Margaret] Thatcher [8]. Nós, nos Estados Unidos, estamos mais esclarecidos sobre isso agora, eu acho, depois de termos eleito um afro-americano para a presidência em 2008. Muitas pessoas votaram com tremendas esperanças de uma grande mudança, que o candidato cultivou deliberadamente por meio de uma retórica de campanha incrementada. E o resultado foi uma profunda decepção. Uma vez no poder, Obama rapidamente abandonou o discurso inspirador e governou como um neoliberal progressista. Depois dessa experiência, ninguém que pense profundamente sobre política ficará muito entusiasmado com a ascensão de Harris à vice-presidência. Temos um velho ditado: ‘me engane uma vez, vergonha para você; me engane duas vezes, vergonha para mim '.


Em qualquer caso, Harris - ao contrário de Obama - não é uma desconhecida da política nem uma oradora em ascensão. Ela tem um longo histórico político como promotora e administradora "dura com o crime" - e como uma ambiciosa operadora política. Você teria que ser deliberadamente cego para pensar nela como um farol de "esperança e mudança". Por outro lado, ela é muito inteligente e flexível, boa em “ler as folhas de chá” [9] e ajustar seu caminho de acordo. Ela poderia possivelmente se mover um pouco para a esquerda se esse movimento servisse às suas ambições, que incluem a presidência para a qual ela agora está sendo preparada como a número dois de Biden e suposta sucessora. Mas na medida em que ela é alguém que segue o fluxo, é mais importante analisar o fluxo.


Quando o compromisso de Biden entrar em colapso, como deve acontecer, os liberais provavelmente irão atacar a esquerda e tentar ressuscitar o neoliberalismo progressista sob uma nova roupagem, assim como as forças do MAGA (Make America Great Again) [10] tentarão ressuscitar sua alternativa reacionário-populista. Nesse ponto, a esquerda enfrentará uma encruzilhada. Neste cenário, poderiam desdobrar-se formas de políticas de identidade superficiais que impulsionam o fetichismo da cultura do cancelamento e da diversidade. Por outro lado, poderia ser feito um grande esforço para se construir uma terceira alternativa, articulando uma política inclusiva de reconhecimento com uma política igualitária de redistribuição. A ideia seria separar os elementos pró-classe trabalhadora de cada um dos outros dois blocos e uni-los em uma nova coalizão anticapitalista, comprometida com a luta por toda a classe trabalhadora - não apenas os negros, os imigrantes e mulheres que apoiaram Sanders, mas também cortejando - com base em seus interesses econômicos - aqueles que desertaram para Trump. Essa coalizão pode ser entendida como uma versão da esquerda populista. Mas vejo isso menos como um ponto final do que como um estágio de transição, a caminho de algo mais radical - uma transformação estrutural profunda de todo o nosso sistema social. Isso exigiria não apenas uma política de populismo de esquerda, mas algo mais como um eco-socialismo democrático.



*Alessandra Spano é colaboradora da New Left Review.


**Nancy Fraser é filósofa feminista afiliada à Teoria Crítica. Professora de filosofia e ciência política na New School University, em Nova York.


Texto original: Nancy Fraser, American Interregnum — Sidecar


Traduzido por: Gabriela Mitidieri

Revisado por: Sheila Lopes Leal Gonçalves


Notas de tradução e revisão:


[1] No original, “free-ride”. Esse termo circula tanto nas Ciências Sociais quanto na Economia, em ambos é referido na análise e abordagem de condutas clandestinas e corruptas. Para saber mais clique aqui e aqui


[2] No original, “care work”. Esse termo, traduzido aqui como “serviços de cuidado” vem sendo discutido no âmbito da economia por conta dos impactos que pode gerar nas contas de um Estado. Esses serviços incluem o trabalho realizado por mulheres ao administrar a casa e gerenciar a educação das crianças, trabalhos sociais voluntários, e outros serviços sociais prestados, podendo ser remunerados ou não. Ver: What is 'care work'? — Economy e https://www.scielo.br/j/rk/a/VWLgnQfY5n3ZQwRp6rs7CWC/?lang=pt


[3] Tradução literal. No original: “people of color”. Segundo o professor de ciência política e psicologia Éfrén Pérez, “people of color” é uma categoria identitária que ganhou força nos anos de 1960, com o crescimento dos processos de imigração nos EUA. Foi criada dentro do Movimento negro como forma de chamar a atenção para experiências similares de pessoas racializadas nos Estados Unidos (pretas, asiáticas, latinas, muçulmanas etc). Era, também, uma forma de chamar à luta política mais unificada. Ainda de acordo com o professor, que tem feito pesquisas em torno do tema, há alguns grupos e indivíduos que pensam que a categoria dissimula diferenças e simplifica complexidades. Porém, em sua maior parte, “americans of color” (ou “people of color”) tem sido solidários nas lutas políticas. Ver: Black leaders started using the term “people of color” in the 1960s. Now it's a major identity.


[4] “The Squad (em português: O Esquadrão) é o nome informal de um grupo de quatro mulheres eleitas nas eleições de 2018 para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, composto por Alexandria Ocasio-Cortez de Nova Iorque, Ilhan Omar de Minnesota, Ayanna Pressley de Massachusetts e Rashida Tlaib de Michigan. Todas são mulheres de cor com menos de 50 anos,[1] foram apoiadas pelo comitê de ação política Democratas da Justiça e estão na ala esquerda do Partido Democrata”. Ver: The Squad (Congresso dos EUA) – Wikipédia, a enciclopédia livre . Já o Caucus, nos EUA, é o nome que se dá a grupos de bairro, afiliados a um partido, que se reúnem para decidir qual nome sairá candidato a presidente do partido em questão. Estes grupos também elegem os delegados de cada estado, figuras fundamentais no sistema eleitoral norte-americano. Ver: Présidentielle américaine : comment fonctionnent les caucus et les primaires ? ; Caucus – Wikipédia, a enciclopédia livre


[5] Goldman-Sachs é um grupo financeiro multinacional sediado em Nova Iorque. Uma das principais empresas globais de investimentos, conhecida por se infiltrar nas altas instâncias do Estado.


[6] No original, “off-shoring”. Trata-se de realocar empresas ou fábricas onde os custos de produção e manutenção são mais baratos - geralmente, em outro país. Ver: http://periodicos.unesc.net/workshopcomex/article/view/2539


[7] No original, “McJobification”. O termo refere-se a trabalhos mal remunerados, com condições precárias. Ver: https://libcom.org/news/mcjobification-city-employment-precarious-workers-expereince-city-oakand-18022018


[8] Conhecida por sua austeridade, Margaret Thatcher ocupou o cargo de primeira-ministra do Reino Unido entre 1979 e 1990.


[9] Referência metafórica a um método de adivinhação que consiste na leitura das folhas de chá que ficam no fundo da xícara. Ver: READ THE TEA LEAVES (phrase) definition and synonyms


[10] Slogan que já foi utilizado por políticos dos Partidos Democrata e Republicano nos EUA, mas, recentemente, popularizado na campanha de Donald Trump. Atualmente, a sigla MAGA é usada por comentadores e jornalistas norte-americanos para designar forças políticas e ideológicas próximas a Trump.