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Atualizado: Abr 24



1. EVENTO “CONVERSAS SOBRE HUMANAS”

A HuMANAS - pesquisadoras em rede promoveu entre os dias 12 e 13 de abril de 2021 o seu primeiro evento em comemoração ao aniversário de um ano de existência da rede. A rede reúne mulheres que atuam no campo da História e em áreas afins das humanidades e foi criada no dia 13 de abril de 2020, em meio a pandemia que assola o Brasil. O evento “Conversas sobre humanas” contou com a participação exclusiva de mulheres pesquisadoras e realizou quatro atividades. A mesa de abertura, ocorrida na noite do dia 12 de abril de 2021, teve a participação das professoras e historiadoras Dra. Céli Pinto (UFRGS) e Dra. Marieta de Moraes Ferreira (UFRJ) como palestrante e as professoras e historiadoras Dra. Aryana Costa (UERN) e Dra. Renata Dal Sasso (Unipampa) como mediadoras. Já no dia 13 de abril, o evento foi composto por três atividades: a Mesa redonda “Maternidade e vida acadêmica”, com a participação das pesquisadoras Amanda Danelli (UERJ), Maiara Juliana Gonçalves (EAJ - UFRN) e Patrícia Hansen (CHAM - UNL) e mediação da professora Patrícia Bastos (UFRRJ); a Mesa redonda “Interseccionalidade, ensino e pesquisa” que contou com a participação das pesquisadoras Carla Pereira Silva (IFNMG), Clarice Ferreira Menezes (UFRRJ ) e Iamara Viana (PUC/RJ) e mediação da professora Iracélli da Cruz Alves (Prof. Ed. básica); e a Rodada de depoimentos das integrantes da rede que contou com a mediação das professoras e historiadoras Dra. Ana Carolina Barbosa (UFBA) e Dra. Maria da Glória Oliveira (UFRRJ). Todo evento da rede pode ser conferido no YouTube por meio do link: https://www.youtube.com/channel/UCOcHD2rfjBuxn02B9FAFdpQ


2. LIVRO “FLORBELA ESPANCA: A CONSTRUÇÃO ERÓTICA, PANTEÍSTA E SAUDOSISTA DO ALENTEJO EM SUA OBRA”, DE PRISCILLA FREITAS DE FARIAS.

Na madrugada do dia 8 de dezembro de um inverno de 1894, na região do Alentejo em Portugal, nasceu aquela que posteriormente viria a ser uma das mais polêmicas poeta do início do século XX, Florbela d’Alma da Conceição Lobo Espanca. Ela foi uma mulher de espírito profundo e paradoxal que confrontou com os modelos sociais e os códigos religiosos, assim como foi uma mulher corajosa e sincera consigo mesma, seus escritos são os maiores testemunhos de que nunca negou suas convicções e sentimentos. Ao longo de sua vida, a “musa do Alentejo” representou a emancipação feminina, não só autoral, mas na própria libertação sexual e, por isso, foi acompanhada por uma tomada de repressão social que ressaltava a supremacia masculina sobre a mulher. Florbela viveu em uma sociedade que sustentava a negatividade do prazer e condicionava a mulher a viver à margem, sem autonomia e sem liberdade para traçar seus próprios caminhos. Nesse sentido, Florbela Espanca encontrou na literatura um lugar seguro para idealizar seus sonhos e desejos, tomando o Alentejo um espaço de estaque em sua obra, pois representava não só os anos felizes da sua infância e juventude, mas também onde ela se redescobriu adulta a desabrochar em sensualidade, erotismo, voluptuosidade e luxúria. No livro “Florbela Espanca: a construção erótica, panteísta e saudosista do Alentejo em sua obra”, Priscilla Freitas de Farias analisa a paisagem alentejana na literatura de Florbela como uma ruptura dos sistemas de significação preestabelecidos, como uma verdadeira revolução literária. A autora propõe chocar a dimensão política e estratégica de cristalização da paisagem Alentejana do tradicionalismo e do patriarcalismo, por parte dos setores mais conservadores do Estado, com a dimensão poética de Florbela Espanca, analisando os significados e os significantes acerca do Alentejo na literatura florbeliana que rompem com a imagem do tradicional. A obra é resultado da dissertação de mestrado que a autora defendeu no Programa de Pós-graduação em História e Espaço da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no ano de 2015. Priscilla de Farias é doutoranda em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e tem experiência em pesquisa na área de História Contemporânea, com ênfase em História de Portugal, História das Mentalidades, História Intelectual, atuando principalmente nos seguintes temas: biografia histórica, gênero, produção de subjetividade e suicídio. A obra pode ser adquirida no site da editora: https://editorasertaocult.com/10-35260-87429878-2021/


3. PODCAST NASCI ASSIM

O podcast “Nasci Assim” nasceu em uma mesa de bar e foi criado entre as amigas Marta Valim e Leonie Gouveia. O podcast tem como objetivo amplificar a voz das mulheres e conta com entrevistas feitas com mulheres reais que contam sobre suas trajetórias e tratam de diversos temas. O podcast lança novos episódios toda segunda-feira e vocês podem conferir os episódios lançados no linktree do podcast Nasci Assim: https://linktr.ee/podcastnasciassim ou na rede social @podcastnasciassim



4. PROJETO BRASILEIRAS NÃO SE CALAM

O Projeto Brasileiras Não Se Calam apoia mulheres brasileiras vítimas de assédio e xenofobia no exterior. O projeto busca dar voz a essas mulheres, publicando relatos anônimos de assédio e, também, oferece apoio psicológico, jurídico e profissional. O projeto ainda oferece cursos de yoga, pilates, costura e outros. Brasileiras Não Se Calam é uma rede de solidariedade entre mulheres, que atua de forma gratuita e voluntária. A página no instagram @brasileirasnaosecalam conta com 34 k seguidores e os relatos e dispositivos de apoio são disponibilizados na página e no site https://brasileirasnaosecalam.com/


5. MULHERES NEGRAS FAZENDO CIÊNCIA

Mulheres Negras Fazendo Ciência (MNFC) é um projeto de extensão que nasceu da integração entre professoras e alunas negras da UFRJ e do CEFET/RJ (campus de Maria da Graça). O grupo investiga as trajetórias de pesquisadoras negras, e a oportuniza realizar a divulgação científica para toda a população e seus diferentes segmentos. O projeto tem como co-fundadoras: Aline Nery (UFRJ), divulgadora científica do MNFC; Ana Lúcia de Sousa (UFRJ), coordenadora do MNFC; e Luciana Spíndola Cabral, também coordenadora do MNFC. As ações e produções de conteúdo do projeto podem ser conferidas no Instagram @mulheresnegrasfazendociencia ou no linktree https://linktr.ee/mulheresnegrasfazendociencia