Tá Rolando

Tá rolando... (11ª edição)
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Confiram as nossas recomendações: III JORNADA VIRTUAL DA REDE DE HISTORIADORAS/ES LGBTQIA+: HISTÓRIAS, MEMÓRIAS, SUJEITAS E RESISTÊNCIAS. A rede de Historiadoras e Historiadores LGBTQIA+ preparou uma programação que está ocorrendo desde o dia 17 de maio e será finalizada no dia 28 de junho. A programação inclui mesas de debates, lançamentos de livros e entrevistas com pioneiros/as e pesquisadores/s do movimento LGBT. A transmissão ocorre pelo canal da rede no Youtube. Confiram em: Rede Historiadorxs LGBTQI https://www.youtube.com/channel/UC6pRt1_iiTroHrDi8l-hJ6A LIVRO: CLIO SAI DO ARMÁRIO - HISTORIOGRAFIA LGBTQIA+ A obra Clio sai do armário, organizada por Rita Colaço Rodrigues, Elias Ferreira Veras, Benito Bisso Schmidt, é um marco nos estudos históricos brasileiros, fruto do primeiro encontro organizado entre historiadoras e historiadores ligados à temática LGBTQIA+. Seus textos oferecem uma reflexão densa e atualizada, situada em seu escopo temático, mas que mobiliza questões que perpassam toda a historiografia. Nas palavras de Joana Maria Pedro, é uma obra que "conclama à empatia, ao olhar para o outro, para o cuidado. É resultado da coragem de quem, no passado e no presente, soube desobedecer a cisheteronormatividade". A obra conta com a colaboração dos seguintes nomes: Joana Maria Pedro (prefácio), Benito Bisso Schmidt, Paula Silveira-Barbosa, Daniel Vital Silva Duarte, João Gomes Junior, Rodrigo de Azevedo Weimer, Julia Aleksandra Martucci Kumpera, Kleber José Fonseca Simões, Rita de Cassia Colaço Rodrigues, Elias Ferreira Veras, Hélio Secretário dos Santos, Rafael França Gonçalves dos Santos, Augusta da Silveira de Oliveira e José Wellington de Oliveira Machado. O livro foi publicado pela editora Letra e voz e pode ser adquirido no link: Clio sai do armário: Historiografia LGBTQIA+ [Em pré-venda: Envio a partir de 05/05] CANTORA CLAUDIA MANZO - MÚSICA VACILÃO A cantora e compositora Claudia Manzo, chilena residente em Belo Horizonte, lançou na última semana, na companhia de Mariana Cavanellas, seu single baphônico "Vacilão''. Cumbia circense feminista, Vacilão convida as mulheres a não se calarem diante de esquerdomachos, abusos e outras tretas, como podemos ver no verso da canção “vacilão merece exposição”. Dançante e teatral, “Vacilão” nos convida à dança; não uma dança só, mas acompanhada das várias mulheres que somos, ancoradas em nossos corpos femininos, que já não aceitam caladas os (mil) assédios pelos quais (infelizmente) todas já (ainda) passamos. Cláudia Manzo lançou recentemente as músicas “Pachamama” e “Capucha” no álbum OxeAxeExa, do BaianaSystem, o single “Re-volta” e é autora do álbum solo “América por una mirada femenina”, de 2017. Em 2021 vai lançar, ainda, seu novo álbum. Aguardamos ansiosas. COLETÂNEA “ESCRITURAS NEGRAS II - AS MARCAS” - Indicação da leitora e autora Jeovânia Pinheiro A coletânea “Escrituras Negras II_ As Marcas” é organizada pela escritora Jeovânia P., e traz consigo um recorte de gênero e etnia. Visto que o projeto é todo voltado para a produção intelectual da mulher negra, a saber, desde a idealização, organização, capa, homenageada, textos, tudo é produzido por pretas. Uma das marcas que as coletâneas produzidas por Jeovânia P. têm é que as capas de todas as obras são baseadas em obras plásticas de mulheres. No caso de Escrituras Negras, as artistas plásticas são sempre afro-brasileiras. Esse volume II traz na capa o quadro de Vânia de Farias Castro e homenageia Maria Firmina dos Reis. Outro aspecto relevante a se pensar, é que a obra contém em si três gêneros literários: contos, crônicas e poesias. Portanto, traz a diversidade na linguagem e nas formas. Além de que as mulheres que estão na obra vêm das mais variadas partes do país e de fora dele. São trinta e uma autoras vindas do nordeste, sudeste, sul, centro-oeste, Portugal e Alemanha. Ainda se unem a estas a homenageada, Maria Firmina dos Reis, a escritora que produziu o poema sobre a homenageada, Selma Maria da Silva, e a prefaciadora, Elisabete Nascimento. Logo, há mais que a multiplicidade de gêneros literários, há uma pluralidade de olhares e experiências que são oriundas das próprias culturas em que cada uma dessas mulheres estão inseridas. Por isso, quando elas refletem e produzem literariamente sobre ‘as marcas’ que o mundo imprime nelas, elas apresentam marcas de diferentes perspectivas, isto é, sociais, físicas, psicológicas e ancestrais. Ao mesmo tempo, proporcionam a identificação de outras mulheres negras com as suas escritas, como quem fala de uma multidão inteira. Elisabete Nascimento no prefácio nos diz: “O livro Escrituras Negras II atravessou a minha alma, cortando-a, afetando-a, paradoxalmente, com dores e alegrias. As autoras, num ousado ato político, ao escrevê-las como escrita de si e /ou de vozes de mulheres negras, também inscrevem suas narrativas e poemas num corpus literário brasileiro mais complexo. Neste sentido, os corpos negros femininos são, de fato, um campo de luta contra as violências físicas e simbólicas impostas historicamente às mulheres negras. Esta obra nos inspira a um debate político e poético sobre o corpo da mulher negra no enfrentamento com o corpus literário, cujas matrizes e cânones hegemônicos prescrevem o corpo negro feminino como tema/objeto da narrativa e da pesquisa, mas não como sujeito. Na contramão, vozes e autorias fecundam e vão parindo insubordinações e um corpus literário com suas marcas e subjetividades. Nele, se inserem como escrevivências, interpelando a tradição literária brasileira que relegou a estes corpos à invisibilidade e à subalternidade. Assim sendo, as Escrituras Negras denunciam o corpus político estereotipado, invisibilizado e silenciado, contra os quais vozes e autorias se insubordinam.” Portanto, convidamos a todos a conhecerem não apenas esta obra “Escrituras Negras II_ As Marcas”, como também a escrita das mulheres negras, a potência que há na literatura das nossas pretas. LIVRO VELHAS SÁBIAS: UM TRIBUTO ÀS QUE VIERAM ANTES DE NÓS- Indicação da leitora e autora Jeovâ nia Pinheiro Quase todos conhecem uma velha sábia, a mulher que atravessou anos fazendo coisas espetaculares como, por exemplo, viver a vida da melhor forma que possível, nas circunstâncias que se apresentassem, num país que não tem olhos para a força feminina. Velhas Sábias – Um tributo às que vieram antes de nós, junta um punhado delas, numa antologia organizada pela escritora Fátima Soares. O livro, que reúne 27 escritoras de sete estados brasileiros, terá lançamento nacional virtual na próxima quarta-feira, dia 26, às 18h, com transmissão pelo canal Projeto Velhas Sábias, no YouTube. As escritoras – e algumas das velhas sábias que ainda estão entre nós - participarão da festa, com a presença de Maria Valéria Resende, a inspiradora do movimento Mulherio das Letras, e da organizadora. A conversa será mediada pelas escritoras Leila Santos e Sofia Leal. Editada pela Ipanec, sob o selo do Mulherio das Letras, a antologia foi idealizada, inicialmente, no Morro da Conceição, em Recife, quando 13 mulheres negras pensaram em enfrentar o desafio de contar a vida de mulheres que fizeram história nos seus núcleos e alcançaram a longevidade. A ideia foi maturando e, sob o advento da pandemia, cresceu e alcançou outras mulheres, algumas estreantes na escrita. “Velhas Sábias – Um tributo às que vieram antes de nós” conta histórias de mulheres negras, brancas, descendentes de indígenas e imigrantes. Todas elas atravessaram as mudanças do Século XX em núcleos de extrema pobreza ou em famílias abastadas, no campo e nas cidades de um Brasil que começava a deixar para trás a sua característica rural. Em comum, elas venceram de alguma forma a opressão característica do patriarcado, pariram ou criaram núcleos familiares, ganharam o sustento das crias. Sábias por driblar as dificuldades, alcançar a velhice e deixar um legado às que chegam depois delas. As escritoras são de Recife e outras cidades de Pernambuco, da Bahia, do Rio Grande do Norte, do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba e Brasília. Lançamento: Velhas Sábias – Um tributo às que vieram antes de nós, selo Mulherio das Letras, Editora Ipanec, Recife, 2021 Dia 26/05 – 18 horas Transmissão: Canal Projeto Velhas Sábias, no YouTube (Projeto Velhas Sábias)

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Confiram aqui a nossas recomendações para a 10ª edição: I ENCONTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR FEMINISTA DA AMAZÔNIA: Estão abertas as inscrições para participação no I Encontro de Educação Popular Feminista da Amazônia. Ainda que o prazo de submissão de trabalhos tenha expirado no dia 15 de maio, é possível se inscrever como ouvinte do evento até o dia 17 de agosto, ”. O I Encontro de Educação Popular feminista tem como finalidade promover a produção do conhecimento cientifico em diálogo com diversos saberes atravessados por afetos e sentimentos, promovendo espaços de diálogos entre diversas vivências, dores e conhecimentos, presente na formação humana e nas das identidades femininas. O tema do evento, “A Urgência de uma Prática Educativa Popular Feminista Antipatriarcal, Antirracista, Anticapacitista e Anticapitalista”, é de fundamental importância para pensarmos, fortalecermos e identificamos diferentes práticas de educação popular feminista, especialmente, neste contexto que avança o conservadorismo, o machismo e o aumento da violência com as identidades femininas. A metodologia construída para o encontro baseia-se nas referências da ação participativa e nas epistemologias feministas, ambas possuidoras de uma proposta coletiva do conhecimento. O encontro contará com diversos momentos de produção, debates e vivências, por meio das oficinas, círculos de saberes e mesas de conversação. O encontro tem como prática colocar as diversas vozes e de múltiplos lugares em movimento, em partilha e em sintonia, priorizando a escuta sensível no processo de sistematização. Link para a página do evento: https://i-encontro-de-educacao-popular-feminista-da-amazonia.webnode.com/ 2. O QUE DISSE EURÍDICE: Segundo descrição dos autores, trata-se de uma coluna “multimídia e interativa, que investiga a escrita de autoria feminina e os regimes autoritários. Ela é assinada coletivamente por Natália Guerellus, Roberto Rosa e Simeia dos Santos. Apesar de cada resultado apresentar um responsável, os livros são lidos e discutidos em grupo, e toda a produção é decidida e aprovada coletivamente”. A coluna apresenta: 1) Revista ilustrada, com arte e edição de Roberto Rosa e roteiro de Natália Guerellus, Roberto Rosa e Simeia dos Santos; 2) Resenha comentada, por Simeia Santos e 3) Podcast, com roteiro, montagem e edição de som por Natália Guerellus, revisão e entrevistas por Natália Guerellus, Roberto Rosa e Simeia dos Santos. A primeira edição enfoca o livro Cisnes Selvagens: três filhas da China, de Jung Chang. O material fica no site História da Ditadura e pode ser acessado no link: https://www.historiadaditadura.com.br/o-que-disse-eur%C3%ADdice?fbclid=IwAR1_iCfaLG32f4gWDPQPgLzJRqrPGW9mbN0HCvEPGUU-BCGVNEG340wXl1g 3. MULHERES QUE ESCREVEM PODCAST (EPISÓDIO 19: #19 - Adelaide Ivánova (Leituras de Resistência 1) O Mulheres que Escrevem Podcast é um programa quinzenal de leitura e debate de literatura oriundo da iniciativa de mesmo nome, que realiza curadoria, divulgação e edição de conteúdo produzido por mulheres desde 2015. O programa é desenvolvido por Seane Melo, Estela Rosa, Natasha Silva e Taís Bravo. Confiram no spotify: https://open.spotify.com/show/5uMkyKZIpI2jAK9kT76eIY 4. COLETIVO OUTRAS BÁRBARAS: Coletivo de ajuda mútua para mulheres que sofreram, sofrem ou conhecem alguém que sofreu violência doméstica. Trata-se de um grupo de escuta, acolhimento, estudo, aconselhamento e, quando possível, encaminhamento jurídico, médico, assistencial etc. O grupo foi concebido por Patrícia Valim, professora do departamento de história na Universidade Federal da Bahia (UFBA), com anos de militância feminista de esquerda. É coordenado por Patrícia Valim e Gabriela Mitidieri. Quem quiser participar, colaborar na construção do coletivo ou ter mais informações, é só mandar um e-mail para outrasbarbaras@gmail.com , indicando nome e número de whatsapp para inclusão no grupo. 5. TERAPIAS.CONEXÕES: SERVIÇO DE SAÚDE ALTERNATIVO E HOLÍSTICO Lívia Mendes é graduada em veterinária pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e tem ampla formação em tarot e terapias holísticas. Atualmente, divide seus atendimentos em: 1) terapia holística: a conversa é o ponto principal, com duração de uma hora. Os recursos possíveis são reiki, floral de Bach, cristais ou yoni egg, de acordo com as necessidades dx consulente; 2) atendimento padrão de tarô: uma hora de chamada de vídeo, para entender os processos dx consulente e orientar tomadas de decisão de forma mais consciente e segura; 3) tiragem específica: tiragem de tarô completa sobre uma área da vida. A análise é feita a partir da questão posta e são enviados áudios explicativos por whatsapp; 4) combo salva-vidas de tarô: mensal. Energia do mês com conselho, 4 perguntas respondidas por mês e 10% de desconto em qualquer outro atendimento; 5) mandala astrológica do tarô: tendência para seu próximo ano e para diversas áreas da vida. O atendimento é feito por fotos e áudios explicativos no whatsapp, enviados em até 4 dias após o pagamento. 6) curso de tarô: para quem quer um primeiro contato ou já trabalha com tarô. É feito por videochamada e é disponibilizado material em pdf. Maiores informações e detalhes sobre estes atendimentos e pagamentos, no instagram @terapias.conexão

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1. EVENTO “CONVERSAS SOBRE HUMANAS” A HuMANAS - pesquisadoras em rede promoveu entre os dias 12 e 13 de abril de 2021 o seu primeiro evento em comemoração ao aniversário de um ano de existência da rede. A rede reúne mulheres que atuam no campo da História e em áreas afins das humanidades e foi criada no dia 13 de abril de 2020, em meio a pandemia que assola o Brasil. O evento “Conversas sobre humanas” contou com a participação exclusiva de mulheres pesquisadoras e realizou quatro atividades. A mesa de abertura, ocorrida na noite do dia 12 de abril de 2021, teve a participação das professoras e historiadoras Dra. Céli Pinto (UFRGS) e Dra. Marieta de Moraes Ferreira (UFRJ) como palestrante e as professoras e historiadoras Dra. Aryana Costa (UERN) e Dra. Renata Dal Sasso (Unipampa) como mediadoras. Já no dia 13 de abril, o evento foi composto por três atividades: a Mesa redonda “Maternidade e vida acadêmica”, com a participação das pesquisadoras Amanda Danelli (UERJ), Maiara Juliana Gonçalves (EAJ - UFRN) e Patrícia Hansen (CHAM - UNL) e mediação da professora Patrícia Bastos (UFRRJ); a Mesa redonda “Interseccionalidade, ensino e pesquisa” que contou com a participação das pesquisadoras Carla Pereira Silva (IFNMG), Clarice Ferreira Menezes (UFRRJ ) e Iamara Viana (PUC/RJ) e mediação da professora Iracélli da Cruz Alves (Prof. Ed. básica); e a Rodada de depoimentos das integrantes da rede que contou com a mediação das professoras e historiadoras Dra. Ana Carolina Barbosa (UFBA) e Dra. Maria da Glória Oliveira (UFRRJ). Todo evento da rede pode ser conferido no YouTube por meio do link: https://www.youtube.com/channel/UCOcHD2rfjBuxn02B9FAFdpQ 2. LIVRO “FLORBELA ESPANCA: A CONSTRUÇÃO ERÓTICA, PANTEÍSTA E SAUDOSISTA DO ALENTEJO EM SUA OBRA”, DE PRISCILLA FREITAS DE FARIAS. Na madrugada do dia 8 de dezembro de um inverno de 1894, na região do Alentejo em Portugal, nasceu aquela que posteriormente viria a ser uma das mais polêmicas poeta do início do século XX, Florbela d’Alma da Conceição Lobo Espanca. Ela foi uma mulher de espírito profundo e paradoxal que confrontou com os modelos sociais e os códigos religiosos, assim como foi uma mulher corajosa e sincera consigo mesma, seus escritos são os maiores testemunhos de que nunca negou suas convicções e sentimentos. Ao longo de sua vida, a “musa do Alentejo” representou a emancipação feminina, não só autoral, mas na própria libertação sexual e, por isso, foi acompanhada por uma tomada de repressão social que ressaltava a supremacia masculina sobre a mulher. Florbela viveu em uma sociedade que sustentava a negatividade do prazer e condicionava a mulher a viver à margem, sem autonomia e sem liberdade para traçar seus próprios caminhos. Nesse sentido, Florbela Espanca encontrou na literatura um lugar seguro para idealizar seus sonhos e desejos, tomando o Alentejo um espaço de estaque em sua obra, pois representava não só os anos felizes da sua infância e juventude, mas também onde ela se redescobriu adulta a desabrochar em sensualidade, erotismo, voluptuosidade e luxúria. No livro “Florbela Espanca: a construção erótica, panteísta e saudosista do Alentejo em sua obra”, Priscilla Freitas de Farias analisa a paisagem alentejana na literatura de Florbela como uma ruptura dos sistemas de significação preestabelecidos, como uma verdadeira revolução literária. A autora propõe chocar a dimensão política e estratégica de cristalização da paisagem Alentejana do tradicionalismo e do patriarcalismo, por parte dos setores mais conservadores do Estado, com a dimensão poética de Florbela Espanca, analisando os significados e os significantes acerca do Alentejo na literatura florbeliana que rompem com a imagem do tradicional. A obra é resultado da dissertação de mestrado que a autora defendeu no Programa de Pós-graduação em História e Espaço da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no ano de 2015. Priscilla de Farias é doutoranda em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e tem experiência em pesquisa na área de História Contemporânea, com ênfase em História de Portugal, História das Mentalidades, História Intelectual, atuando principalmente nos seguintes temas: biografia histórica, gênero, produção de subjetividade e suicídio. A obra pode ser adquirida no site da editora: https://editorasertaocult.com/10-35260-87429878-2021/ 3. PODCAST NASCI ASSIM O podcast “Nasci Assim” nasceu em uma mesa de bar e foi criado entre as amigas Marta Valim e Leonie Gouveia. O podcast tem como objetivo amplificar a voz das mulheres e conta com entrevistas feitas com mulheres reais que contam sobre suas trajetórias e tratam de diversos temas. O podcast lança novos episódios toda segunda-feira e vocês podem conferir os episódios lançados no linktree do podcast Nasci Assim: https://linktr.ee/podcastnasciassim ou na rede social @podcastnasciassim 4. PROJETO BRASILEIRAS NÃO SE CALAM O Projeto Brasileiras Não Se Calam apoia mulheres brasileiras vítimas de assédio e xenofobia no exterior. O projeto busca dar voz a essas mulheres, publicando relatos anônimos de assédio e, também, oferece apoio psicológico, jurídico e profissional. O projeto ainda oferece cursos de yoga, pilates, costura e outros. Brasileiras Não Se Calam é uma rede de solidariedade entre mulheres, que atua de forma gratuita e voluntária. A página no instagram @brasileirasnaosecalam conta com 34 k seguidores e os relatos e dispositivos de apoio são disponibilizados na página e no site https://brasileirasnaosecalam.com/ 5. MULHERES NEGRAS FAZENDO CIÊNCIA Mulheres Negras Fazendo Ciência (MNFC) é um projeto de extensão que nasceu da integração entre professoras e alunas negras da UFRJ e do CEFET/RJ (campus de Maria da Graça). O grupo investiga as trajetórias de pesquisadoras negras, e a oportuniza realizar a divulgação científica para toda a população e seus diferentes segmentos. O projeto tem como co-fundadoras: Aline Nery (UFRJ), divulgadora científica do MNFC; Ana Lúcia de Sousa (UFRJ), coordenadora do MNFC; e Luciana Spíndola Cabral, também coordenadora do MNFC. As ações e produções de conteúdo do projeto podem ser conferidas no Instagram @mulheresnegrasfazendociencia ou no linktree https://linktr.ee/mulheresnegrasfazendociencia

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1.Okun Ayó “Mulheres da Nação Zamberacatu” Okun Ayó que significa “Mar de Alegria” é o projeto formado pelas mulheres da Nação Zamberacatu, primeira Nação de maracatu do estado do Rio Grande do Norte, que realiza saídas oficiais independentes no carnaval da cidade de Natal e é a responsável pelos festejos de 2 de fevereiro, dia de Iemanjá, na cidade. O grupo surgiu em 2018, com o intuito de fortalecer a força feminina na percussão e no movimento cultural e afro religioso de Natal, carrega este nome em homenagem a Rainha Iracema Albuquerque, Okun Ayó, primeira matriarca da Nação Zamberacatu, trazendo a alegria e a força das águas em um batuque só de mulheres! Após lançarem o Documentário “Okun Ayó: Um Mar de Alegria” que conta a trajetória da Rainha Iracema, no último dia 26 de março de 2021, a Okun Ayó lançou seu primeiro material áudio-visual, no vídeo performance o grupo apresenta suas primeiras composições, homenageando várias mulheres negras que são referências para o movimento feminino da cidade e saudando Iemanjá, orixá patrona do grupo. O material foi produzido com recursos da Lei Aldir Blanc, através da Secretaria de Cultura do Estado do RN, Fundação José Augusto e estará disponível até o dia 6 de abril de 2021 no canal da Nação Zamberacatu no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=3GQAOUSMZHk) e no igtv do instagram: @naçaozamberacatu 2. Projeto Mãe Canguru Solo (Natal/RN) O “Mãe canguru solo” é uma iniciativa idealizada e realizada pela pedagoga e mãe solo Elane Mara Cunha Carvalho em parceria com o seu Espaço “Casa de tia - lugar de brincar!”. O projeto é voltado para mães solos moradoras da cidade de Natal/RN, ou regiões próximas, que necessitam trabalhar e/ ou estudar (inclusive em dias como sábados) e não tem uma rede de apoio para deixar as suas crianças. Nesse sentido, o projeto visa oferecer day use no Espaço “Casa de tia - lugar de brincar!” cobrando um valor simbólico ou proporcionando isenção do valor, a depender das condições sociais das mães. Além disso, o projeto visa reunir essas mulheres em uma comunidade destinada a trocar experiências, situações, alegrias e cansaços por meio de um grupo de whatsapp e, ainda, produzir conteúdos de forma remota que poderá ser acompanhado nas redes sociais por mulheres que não residem na cidade mencionada e mediações. Mais informações: Instagram @casadetia 3. Livro Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras (editora Bazar do Tempo) “Carolinas - a nova geração de escritoras negras brasileiras” é um livro da editora Bazar do tempo em parceria com a Festa Literária das Periferias, edição 2020 (@fluprj) , organizada por Julio Ludemir, fundador da Flup, junto com Ecio Salles (a quem o livro é dedicado), e diretor atual do projeto, que completa 10 anos de atividades em 2021. A edição da FLUP 2020 homenageou a escritora Carolina Maria de Jesus e os 60 anos da publicação de seu livro “Quarto de despejo” (1960). O livro “Carolinas” reúne textos de 180 mulheres, participantes das oficinas de escrita ao longo de 2020, inspiradas em Carolina Maria de Jesus, sob orientação de nomes como Eliana Alves Cruz, Ana Paula Lisboa, Itamar Vieira Junior, Milena Britto, Eduardo Coelho e Fred Coelho. O resultado é um conjunto de textos que surpreende pela diversidade e riqueza de temas, vocabulários e estilos. Escritoras que chegam para deixar a sua marca na literatura brasileira, seguindo a linha matricial de Carolina. O lançamento do livro será em abril de 2021. Maiores informações: instagram @bazardotempo e @flup 4. Festival Meu BB O Festival Meu BB está premiando performances artísticas musicais maternas. O Festival, que vê na arte e na maternidade formas potentes de resistência, sobretudo em tempos pandêmicos, está selecionando e premiando as performances, que serão selecionadas através de um júri artístico e um júri popular. O Festival, idealizado por Míriam Struz e Nanda Piovanelli, moradoras do Rio de Janeiro, selecionará 18 artistas, que receberão prêmios em dinheiro. Aprovado na Lei Aldir Blanc e lançado no dia 8 de março de 2021, o Festival pode ser conferido em www.instagram.com/festivalmeubb . Lá você pode se inscrever para participar ou indicar alguma mana. Ah, vale lembrar que as participantes podem ser de todo o país. Corre lá! 5. Livro: Exercícios Físicos - Lorena Grisi Exercícios físicos é o primeiro livro de poemas da soteropolitana Lorena Grisi e está sendo publicado pela Editora Paralelo13S. O livro reúne poemas escritos nos últimos oito anos, trazendo uma variedade de formas (haicais, poemas em prosa), construídos num ritmo acelerado de frases longas, pouco pontuadas, que geram uma poesia de fluxo de consciência imparável, caótica, sem freio. Temas como o feminino e o tempo circundam aquela que é a imagem mais cara à poeta: o corpo, que aparece neste livro de forma material, pouco abstrata, numa racionalidade atenta às suas forças, potencialidades e fragilidades. O corpo é tudo de que dispomos, mas ele nos engana. É nossa casa e nossa falha, dando às ideias um campo físico em que elas podem se realizar ou se frustrar. Como no poema em prosa Exercícios físicos, que intitula o livro, no qual Lorena Grisi conversa com um interlocutor: “Eu sou muito ativa, me exercito, escrevo, apago, escrevo, reviso; no ano seguinte, eu abro o mesmo texto e reviso, apago, escrevo, guardo, esqueço. Esse exercício fortalece a mente e os ossos, explico, ele recomenda musculação três vezes por semana, no mínimo”. O livro está em pré-venda no site da Livraria Boto Cor-de-Rosa, vinculada à Editora Paralelo13S, em valor promocional por tempo limitado: https://www.livrariabotocorderosa.com/loja/produto/exercicios-fisicos/ Vale a pena conferir!! 6. Nós versus eles, uma dramaturgia de Ana Clara Veras Nós versus eles é uma dramaturgia escrita pela artista Ana Clara Veras. A obra nasceu das tamanhas inquietações e angústias da autora que seguiram, principalmente, após a leitura do livro "Quarto de Despejo", da Carolina Maria de Jesus, e do livro "Buraquinhos ou O Vento é Inimigo de Picumã", de Jhonny Salaberg. Inicialmente, a ideia era uma proposta cênica para as ruas, dentro de uma cabana furada. Porém, devido a pandemia do COVID19, os formatos tornaram-se remotos e essa foi a sua nova proposta cênica. A peça teatral apresenta através de uma brecha: uma vida. Essa vida que são tantas. Uma mulher atravessada pelo anseio, por receitas de internet e principalmente: fome. No repertório musical da dramaturgia, constam as músicas de "De Frente pro Crime" (de Aldir Blanc / João Bosco / Vinícius) e "Valsa para a Lua" (de Victor Araújo) e traz um mix de linguagens artísticas que unem dança, teatro, canto e audiovisual. A equipe técnica da obra é composta por Helena Saltoris e Maxwell Pablo. Este projeto foi contemplado e fomentado com recursos da Lei Aldir Blanc, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. Através do EDITAL N. 02/2020 – FJA de Diversidade sócio-humana. A obra pode ser conferida em: https://www.youtube.com/watch?v=b2nezNvNHBM Quer divulgar algum trabalho, produção, publicação, feita por mulheres brasileiras e estrangeiras, na coluna Tá rolando... ? Mande um e-mail para mulheresfm@gmail.com com título "Divulgação na coluna Tá rolando..." que divulgaremos o seu trabalho em nossa revista.

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1. ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) A instituição é definida como "uma rede nacional que articula em todo o Brasil 127 instituições que desenvolvem ações para promoção da cidadania da população de travestis e transexuais"” com a missão de “Identificar, Mobilizar, Organizar, Aproximar, Empoderar e Formar Travestis e Transexuais das cinco regiões do pais para construção de um quadro político nacional a fim de representar nossa população na busca da cidadania plena e isonomia de direitos.” Conheça um pouco mais no seu site: https://antrabrasil.org Junto com o IBTE é feito um trabalho importantíssimo de tentar mapear os assassinatos de pessoas trans e travestis através de um dossiê anual divulgado sempre no mês de janeiro (mês da visibilidade trans) sobre a violência contra as pessoas T. Esses dados expõem uma triste realidade, além do Brasil ser o país onde mais se mata pessoas trans, a exclusão social, educacional e as violências de diversas naturezas aparecem em números vergonhosos. Esse anuário foi publicado pela primeira vez em 2018. No link a seguir vocês encontrão todos os números, inclusive o relativo ao ano de 2020, (https://antrabrasil.org/assassinatos/) leia um trechinho: "Em 2020, o Brasil assegurou para si o 1o lugar no ranking dos assassinatos de pessoas trans no mundo, com números que se mantiveram acima da média. Neste ano, encontramos notícias de 184 registros que foram lançados no Mapa dos assassinatos de 2020. Após análise minuciosa, chegamos ao número de 175 assassinatos, todos contra pessoas que expressavam o gênero feminino em contraposição ao gênero designado no nascimento, e que serão considerados nesta pesquisa. É de se lembrar exaustivamente a subnotificação e ausência de dados governamentais." 2. AFROFLIX Vocês já conhecem a plataforma AFROFLIX? Idealizada pela realizadora Yasmin Thayná, que assina o premiado filme Kbela (2015), já indicado por aqui, a plataforma disponibiliza filmes que tenham pelo menos uma pessoa negra nas equipes técnicas e/ou artísticas e é alimentada de forma colaborativa. A contribuição para o acesso gratuito ao que tem sido feito no audiovisual atual e para a representatividade das pessoas negras no cinema são dois pontos positivos da iniciativa. Além disso, qualquer pessoa pode se inscrever para enviar seu próprio filme ou indicar algum material. Ali a gente encontra diversos formatos e gêneros, filmes ficcionais, séries, vlogs, documentários, vídeo clipes. Na porta de entrada da plataforma vemos uma imagem do curta Mulher do Fim do Mundo, realizado pela Yasmin Thayná, que conta com uma bela coreografia da música homônima da Elza Soares, trazendo um olhar sobre a cidade do Rio de Janeiro, a música, o samba, a dança e as multicores da cidade. As cores são as cores da festa, do Carnaval, mas a festa ali está quase vazia, somente passam na avenida os coreógrafos e atores, lembrando estranhamente este carnaval de 2021 - o ano que não teve carnaval - apesar de ser uma obra em 2018. 3. FLORIM Recomendamos a novela FLORIM, de Ruth Ducaso, que narra a história de Dita, uma mulher que trabalha no tráfico de drogas e sonha em ser poeta. O enredo transita entre a fúria e a prisão, seu deslocamento, solidão, prazer e encantamento. A protagonista nos fala do racismo estrutural na sociedade brasileira a partir de imagens que são registros e rastros do período colonial brasileiro. Ao mesmo tempo em que faz uso da cosmologia yorubá e da denúncia social em várias chaves de leitura (gênero, classe e raça para citar algumas), a obra retoma um tema caro à produção contemporânea, a discussão sobre autoria, por meio da escrita singular de Luciany Aparecida, criadora das assinaturas estéticas Ruth Ducaso, Margô Paraíso e Antônio Peixôtro. Como esclarece a autora, não se trata de pseudônimo, nem heterônimo, mas de estilos com os quais escreve prosa com aproximações à poesia. Florim é composto por diferentes registros: relatos em primeira e terceira pessoa nos formatos diário, narrativa oral e poesia, provocando o leitor a participar da junção dessas linguagens. Luciany Aparecida é baiana, escritora e professora de literatura. Suas principais obras são: com a assinatura Ruth Ducaso: Contos ordinários de melancolia (Paralelo13S, 2019). Como Margô Paraíso publicou: Ezequiel (Pantim, 2019). E com a assinatura Antônio Peixôtro o zine: Auto-retrato (Pantim, 2019). Se você também ficou curiosa e deseja adquirir Florim (Paralelo13S, 2020), acesse: www.livrariabotocorderosa.com/loja/produto/florim/ ou pelo Instagram @lucianyaparecida 4. DICIONÁRIO BIOGRÁFICO "EXCLUÍDOS DA HISTÓRIA" ORGANIZADO PELA OLIMPÍADA NACIONAL DE HISTÓRIA DO BRASIL (ONHB): A Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB) foi criada no ano de 2009 pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e reúne mais de 70 mil estudantes dos dois últimos anos do ensino fundamental e do ensino médio das escolas públicas e particulares do país, com o objetivo de proporcionar o estudo e o conhecimento em história do Brasil. No final do ano de 2020, na 11ª edição da Olimpíada intitulada “Excluídos da História”, a ONHB organizou um dicionário biográfico que contém 2.251 verbetes sobre personagens brasileiros importantes que estão fora dos livros de história do país. Segundo a coordenadora da ONHB, a professora e historiadora Cristina Meneguello (Unicamp), a discussão sobre os excluídos da história foi retomada após o carnaval de 2019 a partir do samba enredo apresentado no enredo “História para ninar gente grande”, de autoria da Estação Primeira de Mangueira. A produção do dicionário biográfico contou com a participação de 6.753 estudantes que participaram da 5ª fase da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), realizada entre os dias 3 a 8 de junho de 2019, e que fizeram uma rica pesquisa sobre diversos nomes da história do Brasil. O que deveria ter sido apenas uma tarefa de pesquisa foi transformado em um material que pode ser compartilhado com professoras, professores, estudantes e a todos e a todas interessadas no conteúdo. Confira o material em: https://www.olimpiadadehistoria.com.br/especiais/excluidos-da-historia/verbetes

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1 - DOCUMENTÁRIO INDIANARA: Depois de rodar por 70 festivais no mundo todo, o documentário Indianara estreou em diversas plataformas de streaming no Brasil em junho, mês do orgulho LGBTQI+. documentário foi dirigido por Aude Chevalier-Beaumel e por Marcelo Barbosa e constrói um retrato da militante que, ao longo sua trajetória, teve papel fundamental na construção de uma rede de solidariedade e proteção à comunidade trans no Rio de Janeiro, além de militar pelos direitos das pessoas LGBTQI+, de forma mais ampla. Foi fundadora do abrigo Casa Nem, no centro histórico do Rio de Janeiro. Imperdível! Link da imagem (para a editora): http://www.adorocinema.com/filmes/filme-273663/ 2 - FILME CAFÉ COM CANELA: “Preso à minha classe e a algumas roupas vou de branco pela rua cinzenta. Melancolias, mercadorias espreitam-me. Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me?” (Carlos Drummond de Andrade - A Flor e a Náusea) Primeiro longa-metragem da trilogia escrita e dirigida por Ary Rosa e Glenda Nicácio, Café com Canela (2017) surpreende por seu imenso discurso afetuoso, e pela coragem de dizer com as próprias palavras o que se passa no dia-a-dia, e o que sentem, as pessoas em uma cidade do Recôncavo Baiano. A maravilha desse filme reside no modo com o qual ele subverte a percepção racista e patriarcal do mundo ao simplesmente representar, da forma mais carinhosa e amorosa possível, os personagens, os percalços, e as alegrias de cada um deles. Café com Canela é um representante prático da reconstrução do imaginário social sobre a imagem negra no Brasil. O filme se passa na cidade de Cachoeira na Bahia onde acompanhamos a história de um núcleo de personagens, costurado pelas trajetórias de Violeta (Aline Brune) e Dona Margarida (Valdinéia Soriano), que se reencontram muitos anos após um episódio trágico da vida de Margarida. 3 - PODCAST IMAGINA JUNTAS! Olá, imaginers!!! Recomendamos o podcast “Imagina Juntas” porque além de muito divertido, a Jeska, o Gus e a Tchulim conseguem falar sobre as coisas do dia a dia (incluindo perrengues, traumas, vitórias e aleatoriedades) de uma maneira muito natural, mesmo os temas mais delicados. Eles têm convidados especiais pra falar de determinados temas e parece muito que vc tá numa roda de amigues. “Imagina Juntas é um podcast feito por @tchulim, @jeskagrecco e @guslanzetta sobre a vida dos millennials tentando manter a saúde mental e os boletos em dia. Ouça discussões sobre relacionamentos, cultura, formatos de trabalho, universo feminino e desgraçamentos de cabeça.” Confiram as redes: Insta e Twitter - @imaginajuntas_ Referência da imagem e descrição: https://open.spotify.com/show/0zsyjHtbL1I2pLkV6oG2gO 4 - O SER DE LUANA (LUANA CAVALCANTE) Luana Cavalcante é natural da cidade de Mossoró, estado do Rio Grande do Norte. Ela é artista, formada em Design e Artes, especializada na investigação da composição fotográfica e antropologia visual. O Ser de Luana surgiu como projeto de pesquisa no ano de 2012, na Universidade de Coimbra, Portugal. O Ser de Luana tem mulheres como público alvo principal. No entanto, não se trata de qualquer pintura. O processo criativo é feito através de uma entrevista, feita de modo informal (que mais se parece com um bate papo entre amigas), onde a artista elabora a pintura a partir das características, símbolos e referências de cada mulher. De 2012 a 2020, Luana Cavalcante já pintou mais de 100 mulheres. Apesar de residir na cidade de Natal-RN, Luana Cavalcante desenvolve o seu trabalho em outros estados. Para agendamento e maiores informações, confiram sua rede social: Instagram @oserdeluana e https://linktr.ee/LuanaDoSER Referência da imagem: logo de O ser de Luana 5- LABORATÓRIO DE ESTUDOS EM HISTÓRIA DOS MUNDOS DO TRABALHO (LEHMT) - UFRJ O Laboratório de Estudos em História dos Mundos do Trabalho (LEHMT) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, através de sua coluna "Labuta", promoveu um debate sobre Gênero e História do Trabalho com Fabiane Popinigis e Glaucia Fraccaro. Confiram no link: https://lehmt.org/2020/09/12/live-labuta-genero-e-historia-do-trabalho-com-fabiane-popinigis-e-glaucia-fraccaro/

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1 - ESTÚDIO DE DESIGN @JUPOCKET Amor em forma de traço, é assim que o JuPocket Studio, fundado pela publicitária Juliana Fernandes, se apresenta para o público. Prestes a cumprir 2 anos, o estúdio de design desenvolve produtos exclusivos, em sua maioria personalizados, para quem procura presentear com criatividade e amor. "Após ter trabalhado 20 anos com Marketing em grandes empresas e, com a chegada da minha filha Morena, senti necessidade, assim como muitas outras mulheres, de um maior equilíbrio entre minha vida profissional e minha vida pessoal. Ainda não sabia ao certo o que iria fazer, mas tinha muito claro o que não queria mais. No meio desta transição, comecei a estudar desenho como uma forma de terapia, nunca imaginei que o desenho se transformaria na minha nova carreira", conta Juliana. Uma amiga a incentivou a publicar alguns de seus desenhos no instagram e, em pouco tempo, surgiu a primeira encomenda. Daí em diante, suas ilustrações, sempre pautadas no amor das relações, passaram a contar histórias e conquistar cada vez mais pessoas. Hoje, com o aumento da demanda, Juliana já contratou 2 pessoas: uma estagiária de design, que a auxilia nas ilustrações, principalmente na parte de digitalização, uma vez que todos os desenhos são feitos e pintados à mão e um fotógrafo e videomaker, que a ajuda com a produção de conteúdo para as redes digitais. Na semana passada, Juliana Fernandes lançou seu primeiro livro infantil, escrito e ilustrado por ela mesma: "A Valsa da Bailarina". A obra é um livro musical baseado em uma canção de ninar composta por ela quando sua filha, Morena, tinha 3 meses. O livro foi viabilizado através de financiamento coletivo e atingiu a meta em menos de 10 dias de campanha. Nele, o leitor pode baixar a canção através de um QR code e acompanhar uma girafinha bailarina enquanto esta vai dançando e sonhando num mundo regado a muita fantasia e imaginação, como a mente das crianças. Não à toa, o livro vem conquistando rapidamente crianças de todo o país. "Ter publicado este livro foi um marco muito importante dentro do projeto do JuPocket Studio, pois além de ser um sonho meu pessoal, abriu portas para outras ideias de projetos, sempre dentro desse propósito de trazer mais beleza para o mundo e para as relações, através da arte" ela conta, acrescentando que já possui ao menos 3 ideias de livros novos. O estúdio de design é localizado na cidade de Nata/RN, mas o JuPocket aceita encomendas de todo o Brasil. Seu perfil no Instagram é @ JuPocket. 2 - CHAMADA DE ARTIGOS "MÃES CIENTISTAS NA AMÉRICA LATINA: PERSPECTIVAS E DESAFIOS NA ACADEMIA": Nossa leitora Olívia da Rocha nos sugeriu divulgar a chamada de artigos com o tema "Mães cientistas na América Latina". Maiores informações no folder de divulgação. Muito obrigada pela dica, Olívia. 3 - HIP HOP FEMINISTA? Nossa sugestão é o livro “Hip-Hop Feminista? Convenções de gênero e feminismo no Movimento Hip-hop Soteropolitano” (disponível em português e inglês). A publicação é o resultado da pesquisa de mestrado da cientista política, Rebeca Sobral Freire, atualmente, doutora em Estudos Feministas e de Gênero pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Gênero, Mulheres e Feminismos (PPGNEIM/CAPES/UFBA). A obra analisa a experiência de um hip-hop feminista jovem e negro em Salvador/BA e insere-se no campo da antropologia política. Interessou à pesquisa as concepções de feminismos envolvidos e o modo como a cultura política local influencia as experiências dessas mulheres. Para tanto, considerou-se as formas de apropriação dos discursos feministas e o engajamento das diferentes bandeiras na militância das interlocutoras. Ficou curiosa?! Para nossa alegria, a editora EDUFBA disponibiliza para download, em formato E-book, os livros completos em inglês e português, acesso nos links: HIP-HOP FEMINISTA? Convenções de gênero e feminismo no Movimento Hip-hop de Salvador (2028) Link: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/30350 FEMINIST HIP-HOP? Conventions of gender and feminisms in Salvador’s Hip-Hop movement (2020) Link: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/32146/3/Feminist%20Hip-hop.pdf 4 - FILME "KBELA" (22 min.) - YASMIN THAYNÁ Inspiradas e, ainda, celebrando o 20 de Novembro - Dia da Consciência Negra -, nos demos a difícil tarefa de escolher entre nomes importantes como os de Adélia Sampaio, Lilian Santiago, Viviane Ferreira, Cíntia Maria, Jamile Coelho, Sabrina Fidalgo, Eliciana Nascimento, Larissa Fulana de Tal, Edileuza Penha de Souza... e tantas outras diretoras negras, a sugestão de um filme do Cinema Negro brasileiro. Eis que chegamos ao nome da carioca Yasmin Thayná, com o premiado curta-metragem “Kbela” (2015), inspirado no conto literário “MC Kbela” – que narra a história de uma menina se descobrindo negra e sem referência positiva do seu grupo étnico. O filme, produzido com financiamento coletivo, destaca-se por denunciar os constantes ataques racistas aos corpos negros femininos em seu dia-a-dia. A experiência da discriminação vivida por nós mulheres negras, em nossos corpos, traços, cabelos... São peças chaves de denúncia dessa narrativa cinematográfica. É no corpo da mulher negra que o processo sucessivo de embranquecimento atua, e isso é explorado nas cenas que mesclam experimentos e técnicas mirabolantes (e violentas) de alisamentos e clareamento da pele/cabelo. Porém, também, destaca os processos de empoderamento. A força ancestral fazendo emergir outro lugar social para esse corpo, tornando-o espaço estratégico de resistência. Nesse sentido, o nosso convite a essa intrigante experiência estética vem no desejo de promoção e reflexão sobre as lutas por igualdade e respeito a todos os corpos e cores. Filme “Kbela” (2015) - Yasmin Thayná Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LGNIn5v-3cE&t=1068s 5 - REVISTA CORRE - ARTE, PENSAMENTOS PRODUÇÃO - Nossa leitora e colaboradora Bruna Fonseca nos sugeriu a Revista Corre - arte pensamentos produção que é uma revista virtual independente voltada para artes, cultura, filosofia, literatura e ciências humanas. Cada edição é organizada tematicamente, visando a formação de outros públicos de arte, a circulação de ideias propagadas por vozes plurais e a estimulação do debate. Nesse sentido, Corre enfatiza a produção de narrativas contra-hegemônicas, apresentando-se como mais um vetor para o desenvolvimento e a consolidação de um cenário cultural democrático no país. A revista faz encontros com personalidades das artes, o segundo encontro do mês de novembro buscará ampliar o debate sobre o tema da segunda edição da revista, CORPO conversando sobre mais uma manifestação cultural: o jongo! A convidada será Flavia Souza ( @flavia_souza_1980 ), bailarina, pesquisadora e jongueira, falará um pouco dessa manifestação riquíssima da nossa cultura brasileira, lotada de significado e ancestralidade. Ela falará sobre as experiências do Grupo de jongo Afrolaje(@grupo_afrolaje) no dia 21 de novembro, às 16h. Sim, essa é a boa de hoje!!! Confira no link: https://linktr.ee/revistacorre 6 - CADERNOS DE LEITURAS DNº. 116 - MATERNIDADE E ISOLAMENTO SOCIAL Indicamos a sempre delicada seleção da editora Chão da Feira nesta coletânea de textos dedicados à maternidade e ao isolamento social. Com curadoria de Maria Carolina Fenati, a publicação reúne textos de sete mulheres que refletem sobre o isolamento social e a maternidade, mas também sobre os olhares das crianças e dessas mulheres, em textos que trazem utopias e desencantamentos, exaustão e a consciência (da ausência) do tempo, gratidão ao aprofundamento dos vínculos, algum desespero por não poder estar só, o cotidiano e as suas palavras, o aprendizado da língua, essa língua que é também a língua do isolamento social, da onipresença. O olhar das crianças, o desejo de acreditar, o apelo à presença constante como gesto presente. A publicação conta com textos de Ana Freitas, Brisa Marques, Fabiana Carneiro, Mika Andrade, Nina Rizzi, Roberta Ferraz, Ursula Rösele. A editora da Chão da Feira Maria Carolina Fenati é nossa entrevistada deste mês! Confiram!

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PODCAST “CALMA, GENTE HORRÍVEL” O “Calma, gente horrível” é um podcast produzido por Ana Roxo, Tati Fadel, Rita Alves e Malu Rodrigues, atualizado sempre às quarta-feiras. Trata-se de um projeto independente, feito por essas quatro mulheres de diferentes formações e trajetórias. Elas abordam tanto temas políticos e sociais que estão em pauta no Brasil, quanto outros, de interesse geral - podendo ser mais leves e engraçados, como os assuntos “jovem místico”, “cafonice”, “comunista de iphone”, ou mais pesados e fundamentais, como “maternidade compulsória”, “aborto”, “Lei Maria da Penha” e “padrões de beleza”. Dependendo do tópico a ser abordado, convida-se uma especialista. No dia 9 de setembro o podcast chegou ao episódio número 50, sempre com muito cuidado e qualidade tanto nas discussões, quanto no formato e edição. Está nas plataformas, vale a pena conferir! MULHERES QUE LEEM MULHERES Foi inaugurada a série 'Mulheres que leem Mulheres' na Rádio Piraí Educa, um projeto da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas - uma organização brasileira construída por mulheres com o intuito de lutar contra o preconceito acadêmico, dar visibilidade a obra de filósofas e discutir questões de feminismo e gênero no campo filosófico. O projeto é desenvolvido por meio da parceria com o Laboratório Filosofias do Tempo da Agora, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com episódios de cerca de 8 minutos, pesquisadoras do laboratório apresentam as filósofas que investigam e pelas quais se interessam. Através da parceria com a Rádio Piraí Educa, os áudios da série " Mulheres que leem Mulheres" se tornaram episódios de podcasts que serão lançados aos sábados. No total serão 13 episódios. Imperdível! "Mulheres que leem mulheres" está também disponível no YouTube. https://anchor.fm/radiopiraieduca/episodes/Srie-Mulheres-que-leem-mulheres--Ep--1-Llia-Gonzalez-ekggm8 SEGUNDAS FEMINISTAS! O Segundas feministas é o podcast do Grupo de Trabalho de Gênero, pertencente a Associação Nacional de Professores de História (ANPUH) - Brasil. A produção do podcast visa divulgar pesquisas e discussões na área de História que versem sobre gênero, mulheres e feminismos. Toda segunda-feira é disponibilizado um episódio do podcast que pode ser acessado através da plataforma do soundclound. Atualmente, o Segundas Feministas já contam com 15 episódios produzidos. Confiram no instagram: @segundasfeministas O PESSOAL É POLÍTICO, PODCAST FEMINISTA Segundo as próprias autoras do podcast, elas são duas irmãs que perceberam a necessidade de estudar e discutir sobre teoria feminista. Assim, elas organizaram as emissões em temporadas, cada uma dedicada a um livro, que elas comentam detalhadamente. Na primeira temporada, analisaram o Woman Hating, de Andrea Dworkin. Agora, na segunda, falam sobre o "O Segundo Sexo" de Simone de Beauvoir. Trata-se de uma ótima pedida para quem quer começar a compreender os debates feministas e algumas de suas principais teóricas, mas, especialmente, aquelas alinhadas ao feminismo radical.